Crise no Brasil atrai investidor para mercado imobiliário dos EUA

Estabilidade norte-americana se contrapõe com o cenário político-econômico brasileiro e leva investidor a aplicar no mercado imobiliário estrangeiro.

SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada recentemente com os membros da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis (AFIRE), que reúne os maiores investidores institucionais do mundo e cerca de US$ 2 trilhões em ativos imobiliários sob gestão global, mostrou que 64% deles acreditam que haverá uma valorização de seus investimentos nos Estados Unidos em 2016. Outros 31% também permanecem otimistas e esperam manter ou reinvestir suas aplicações no país.

No Brasil, com o cenário político-econômico incerto, muitos investidores estão buscando alternativas para aplicar seu capital – e internacionalizar é uma deles. “Os ativos imobiliários [norte-americanos] são sólidos; a economia continua se mantendo estável e há oportunidades em todos os setores do espectro imobiliário, tanto em cidades principais como secundárias. É um dos ambientes mais seguros do mundo, com a uma moeda forte e com grande oportunidade de valorização de capital. Os EUA é o refúgio mais seguro para seus investimentos”, escreve James Fetgatter, chefe-executivo da AFIRE.

De acordo com Daniel Rosenthal, administrador de empresas, especializado em estratégias de Novos Negócios e Investimentos Imobiliários, e organizador do Investir USA Expo, a atual instabilidade financeira brasileira faz com que o investidor diversifique seus investimentos e procure por novas oportunidades fora do país. “O recomendado é alocar no mínimo 20% de seus investimentos no exterior”, diz.

As cidades estadunidenses mais procuradas pelos investidores são Atlanta, Dallas, Tampa, Orlando e Fort Lauderdale. Considerada a capital do entretenimento mundial, Orlando atrai milhares de turistas e investidores, os quais se beneficiaram com o aumento da oferta de atrações. Em outras palavras, a maior variedade de atividades aumentou o tempo de permanência na cidade e fez com que os turistas optassem por ficar em casas de férias ao invés de hotéis, uma vez que estas oferecem valores atrativos, maior conforto e possibilitam o contato com a cultura americana.

Segundo Rosenthal, a partir de US$ 170 a 180 mil já é possível comprar imóveis novos e a melhor opção é comprar um imóvel para obter renda. Em relação ao processo de compra, Rosenthal diz que é necessário ter um passaporte válido, visto americano em dia e a comprovação da origem dos recursos, uma vez que toda operação passa pelo Banco Central. “Quando for fazer transações nos EUA é importante abandonar o jeito de fazer negócios brasileiros e seguir o modelo americano”, afirma.

Outra indicação do administrador é consultar um advogado especialista em tributação antes de fazer qualquer investimento no exterior, visto que dependendo do tipo de investimento a ser realizado, há diferentes estruturações para que o investidor não seja penalizado quando repatriar seus investimentos.

O financiamento também é acessível para estrangeiros, contando com uma entrada mínima de 30%, juros de 5% ao ano e um período de 30 anos para o pagamento final da dívida. “Fazendo uma boa gestão, é uma boa opção financiar nos EUA, porque as taxas de juros são baixas”.

Apesar da alta volatilidade do dólar ter afetado o poder de compra do investidor brasileiro, reduzindo a média de US$ 500 mil para US$ 300 mil, Daniel Rosenthal reforça que o impacto não é tão grande, uma vez que o investidor não pensa no câmbio. “Ele investe em dólar e desse modo, sua disponibilidade de capital, sua valorização e seu lucro são em dólar”.

Matéria escrita por Mariana a’Ávila
Via infomoney.com.br

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